Escola de pais

Manual para pais Waldorf - Colégio Brasilis

14/01/2012

Manual para pais Waldorf - Colégio BrasilisPOR QUE PRECISO CONHECER A PEDAGOGIA APLICADA NO COLÉGIO DO MEU FILHO?

O conhecimento das idéias pedagógicas aplicadas na escola de nossos filhos torna-se quase uma condição, para evitar a situação esdrúxula e perigosa, de os filhos serem educados na escola conforme um determinado sistema e segundo uma escala de valores e, no lar, segundo princípios totalmente diversos. Isso seria altamente prejudicial para as crianças, que seriam como que puxadas em direções diferentes, o que redundaria em sérios conflitos e numa falta de segurança e orientação. Por isso, membros do grupo de estudos para pais do Colégio Brasilis elaboraram este manual (baseado no livro de Rudolf Lanz: A Pedagogia Waldorf. Ed. Antroposófica), como uma das ações de divulgação da Pedagogia Waldorf desenvolvida na nossa escola. Boa leitura!!!   

TERMOS QUE VOCÊ VAI OUVIR SEMPRE:
1. ANTROPOSOFIA 
 2. ASSOCIAÇÃO 
 2.1 DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO
 2.2. CONSELHO GESTOR 
 2.3 COMISSÕES 
 2.4 CONSELHO PEDAGÓGICO 
 2.5 CONFERÊNCIA PEDAGÓGICA 
 2.6 CORPO DOCENTE 
 3. ATIVIDADES ARTÍSTICAS, ARTESANAIS E MANUAIS 
 3.1 EURITIMIA 
 4. PROFESSOR DE CLASSE 
 5. PC 
 6. PROFESSOR DE ÁREA 
 7. ÉPOCA 
 8. RITMO
   
 PERGUNTAS FREQUENTES:
a) Quais são os objetivos do Colégio Brasilis?
b) Por que as Escolas Waldorf adotam uma prática pedagógica diferente das demais escolas? ü         Por que a grande ênfase às artes na Escola Waldorf?
c) Como são organizadas as épocas, na prática?
d) Como é o processo de avaliação na escola Waldorf já que não existem provas? 
e) Como ocorre a formação de professores no Colégio Brasilis? 
f) Por que as Escolas Waldorf não utilizam computadores?
g) E o vestibular?   

 1.  ANTROPOSOFIA
 Vem do grego Antropo= homem e Sofia= conhecimento, ou seja Ciência que estuda o ser humano integral, dotado de corpo, alma e espírito, por isso a Antroposofia é também denominada Ciência Espiritual. O currículo Waldorf foi cuidadosamente desenvolvido com base na Antropologia e cosmovisão Antroposófica, no entanto, as escolas Waldorf não ensinam, nem propagam a Antroposofia (que não é religião) deixando os pais/alunos livres quanto à escolha e prática de suas respectivas religiões.  
 
 2.  ASSOCIAÇÃO A característica fundamental de uma Escola Waldorf é a autoadministração, compartilhada entre professores e pais. A associação é a entidade que representa juridicamente a escola, é a “empregadora”, paga os salários, impostos, cuida da manutenção, assim vive economicamente a escola ( os recursos são totalmente aplicados na própria instituição). Por outro lado, a associação é uma comunidade de pessoas unidas por uma responsabilidade comum: a de manter a escola dentro dos princípios, propósitos e objetivos nos quais ela foi criada.   

 2.1- DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO É um órgão da associação eleita pela assembléia, composta por pais que se sentem comprometidos com os ideais da escola, não recebendo qualquer remuneração para o desempenho dessa função. A diretoria é o órgão atuante da associação, representando-a e responsabilizando-se pelos atos jurídicos e administração financeira da escola. Na nossa escola a diretoria reporta-se ao Conselho Gestor para a tomada de decisões e à Assembléia Geral, conforme disposto no Estatuto Social.   

 2.2– CONSELHO GESTOR É um órgão colegiado composto pelos membros da diretoria da associação, do conselho pedagógico, das comissões e o funcionário contratado como administrador da escola. Esse grupo é responsável pela gestão da escola,  trabalhando no sentido de normatizar reciprocamente direitos e deveres, mediante a estipulação de acordos, regimentos, normas, etc, que regulamentam o funcionamento e a convivência social. Sua tarefa consiste ainda, em detectar, canalizar e suprir as necessidades da Instituição e de seus integrantes.   


 2.3– COMISSÕES As comissões são compostas por pais e professores voluntários, que reúnem-se periodicamente para propor medidas de melhoria em: Infra-estrutura; Meio ambiente; Marketing e eventos; Captação de recursos; Qualificação Profissional; Gestão Salarial.   


 2.4 – CONSELHO PEDAGÓGICO 
Composto exclusivamente por professores, membros do corpo docente, indicados pela Conferência Pedagógica, para deliberar sobre questões pedagógicas como: metas e objetivos; avaliação do corpo docente e de resultados; encaminhamento de críticas e sugestões; contratação/demissão de professores; etc. 
   
2.5 – CONFERÊNCIA PEDAGÓGICA Reunião semanal de todos os professores (no Colégio Brasilis ocorre às quintas-feiras), onde são realizados: estudos, atividades artísticas, palestras, debates sobre assuntos pedagógicos e da gestão da escola, etc. A conferência pedagógica é o principal recurso para o aprimoramento constante tanto dos professores quanto das práticas e da política pedagógica da escola, promovendo ainda a integração de todo o corpo docente no organismo vivo que é a escola.


 2.6 - CORPO DOCENTE É mais do que a soma dos professores; é o coração da escola. Os professores de uma escola Waldorf, além de ministrar as aulas, fazem trabalhos conexos (participam de comissões, responsabilizam-se por eventos, etc). Eles têm consciência de que, num sentido, a escola lhes pertence (embora não juridicamente) e que cada um deve contribuir, conforme seu tempo e suas capacidades, para o perfeito funcionamento da “sua” escola.      

 QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DO COLÉGIO BRASILIS?
São objetivos primordiais do Colégio Waldorf Brasilis: Ser um espaço educacional entendido como organismo dinâmico, que propicie o crescimento pessoal, profissional e social para toda a comunidade; Oportunizar aos membros da comunidade escolar, o acesso aos meios para a autoeducação, como caminho para a consolidação do desenvolvimento humano; Contribuir para o desenvolvimento gradual da individualidade em sua formação corporal, anímica e espiritual, em equilíbrio harmônico; Apoiar o desenvolvimento da autoconsciência, para o desabrochar de sujeitos criativos e transformadores do mundo;  

 OBJETIVOS ESPECIÍFICOS 
Proporcionar ao aluno um espaço de vivências onde aspectos cognitivos, afetivos, sociais e volitivos (do querer), estejam em equilíbrio; Promover uma abordagem artística do currículo, ajudando o aluno a realizar um encontro caloroso e pleno de sentido, com o mundo; Oportunizar que a disposição natural da criança para o aprender, encontre ressonância no exemplo do adulto, enquanto ser humano digno, que age a partir de princípios éticos e morais; Propiciar a participação de pais, professores, colaboradores e alunos, enquanto comunidade escolar, na manutenção e gestão dos processos referentes à estrutura da Escola, com suas respectivas responsabilidades e tarefas específicas.   


POR QUE AS ESCOLAS WALDORF ADOTAM UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA DIFERENTE DAS DEMAIS ESCOLAS? 
As escolas Waldorf consideram que a pedagogia (entendida aqui como ciência), perdeu completamente de vista seu objetivo primordial, ou seja, a formação do ser humano. Passando a acompanhar a tendência da era da tecnocracia, onde o ser humano moderno está acostumado a uma completa passividade mental, sem fantasia, com o pensar reduzido a um raciocínio mecanizado, sem criatividade. 
Para a pedagogia Waldorf nenhuma criança é uma ‘tabula rasa’, como afirmam algumas correntes de pensamento (Behaviorismo de John Locke – filósofo inglês precursor do Iluminismo), mas traz consigo um potencial de predisposições e capacidades e que na escola podem ser plenamente desenvolvidas. Toda a ação pedagógica está adequada ao acompanhamento e seguimento do nível de maturidade dos alunos e da conformação grupal, isto é, adequado em relação ao tempo de desenvolvimento e crescimento individual, à evolução de cada criança com seu ritmo e características próprias, sem perder de vista o contexto grupal. 
Para o docente, o desafio consiste em reconhecer o momento oportuno e a maneira adequada de apresentar a seus alunos os conteúdos de aprendizagem. Para isso, é preciso perceber as perguntas latentes que vivem nos educandos e o interesse específico por aprender determinados conteúdos, ambos intimamente vinculados com a transformação da relação criança-mundo que se expressa nos passos evolutivos. 
Na medida em que se respeitam essas necessidades e interesses quanto aos conteúdos que os circulam e no modo de sua apresentação, consegue-se verdadeiramente uma assimilação e internalização efetiva dos novos conceitos. Desta maneira os alunos conseguem aprender o novo e integrá-lo ao seu saber, já que para isto estão basicamente predispostos. Se pudéssemos resumir em uma frase a diferença da escola Waldorf para a tradicional, seria: A Pedagogia Waldorf forma, a tradicional informa.   


POR QUE A GRANDE ÊNFASE ÀS ARTES NA ESCOLA WALDORF? A Escola Waldorf concebe a arte como meio que desenvolve um pensar criativo à medida que favorece a relação entre o pensar, o sentir e o agir do homem. Isso significa que em todos os âmbitos do ensino (desde a disposição da sala até o planejamento e aplicação de cada disciplina) a arte está presente, pois o professor a incorpora quotidianamente em sua prática de aulas como recurso didático fundamental.  


 3.  ATIVIDADES ARTÍSTICAS, ARTESANAIS E MANUAIS 
 As atividades artísticas, artesanais e manuais (artes, trabalhos manuais, horta e jardinagem, música, euritmia e teatro) não constituem na Pedagogia Waldorf, apenas um complemento estetizante; trata-se de disciplinas que recebem a mesma atenção que as demais e são consideradas de igual importância para a formação da criança. De uma maneira geral, não é apenas no âmbito da educação que a abstração e o intelectualismo estão dominando. O homem moderno, sem percebê-lo, vive numa idolatria da abstração, da fórmula, da quantificação, da tecnologia. A criança que vive nesse ambiente é modelada por sua influência. Daí a tendência a uma atrofia de sua personalidade total e a um bitolamento de seu modo de pensar, e por que não dizer, tendência à depressão, tão comum em nossa época. Disso resulta a importância das matérias artísticas, que apelam ao sentimento e à ação do aluno: ele tem que fazer algo, com as mãos ou outras partes do corpo – tem que criar algo que seja resultado de sua fantasia, usando a vontade, a perseverança, a coordenação psicomotora, o senso estético. Essas matérias têm alto valor pedagógico e terapêutico, quando exercitadas com regularidade.  


 3.1 EURITMIA 
 Matéria própria das escolas Waldorf, trata-se de arte do movimento, pela qual se torna visível (por meio de movimentos do corpo) a essência das palavras.   


 4.      PROFESSOR DE CLASSE 
 O Professor de Classe é o educador que se dispõe a acompanhar a classe durante todo ou grande parte do Ensino Fundamental. É ele o articulador do processo ensino-aprendizagem, zelando pela classe e cultivando os valores éticos necessários ao seu desenvolvimento. O professor de classe aprende a dosar e individualizar seu fluxo de ensino porque conhece a fundo seus alunos, por sua própria experiência e pela constante troca de informações com os colegas que lidam com a mesma classe. O trabalho do Professor de Classe ao longo dos anos escolares, confere-lhe uma autoridade na qual a criança aprende a confiar.
  
 5.      PC  
 São aulas complementares reservadas aos professores de Classe para a manutenção dos conteúdos de Português e Matemática, durante o ano letivo.   


 6.  PROFESSOR DE ÁREA 
 O professor de Área é o pedagogo ou especialista que assume uma ou mais disciplinas do currículo: Artes, Educação Física, Ética, Trabalhos Manuais, Música, etc. As disciplinas complementares são planejadas e desenvolvidas de forma a contribuir, agregar elementos e desenvolver habilidades para atingir a meta / os objetivos pedagógicos de cada época. Ou seja, na pedagogia Waldorf, ocorre a intercomunicação efetiva entre as disciplinas propiciando, de fato, a interdisciplinaridade.  


 7.  ÉPOCA É a maneira como a pedagogia Waldorf organiza o sistema de ensino: em épocas. Entende-se por época um período de três a quatro semanas nas quais uma matéria se converte em tema principal, e é ministrado pelo Professor de Classe durante as duas primeiras horas do dia escolar. Seleciona-se um tema fundamental em torno do qual desenvolve-se os conteúdos da matéria nas disciplinas curriculares: Português, Matemática, História, Geografia e Ciências, que são as que recebem o tratamento metodológico em épocas. As demais matérias que compõe o currículo estão articuladas de forma a garantir a complementaridade da aula em época, formando um todo orgânico, sob perspectiva interdisciplinar.   


 COMO SÃO ORGANIZADAS AS ÉPOCAS, NA PRÁTICA? 
 Aula de época, também denominada Aula Principal é ministrada no inicio do período matutino e tem a duração de 2 horas. Após a aula de época ocorre o intervalo para o lanche e em seguida são ministradas as demais aulas, pelos professores de área e as PC, pelo professor de classe. Esse horário é organizado e se mantém ao longo do ano escolar. Essa organização curricular temporal converte-se numa rede de comunicação coordenada pelo professor de classe, articulador do processo ensino-aprendizagem.   


 8.  RITMO
A Pedagogia Waldorf considera fundamental a alternância sadia e equilibrada entre concentração e expansão, atividade intelectual e prática, esforço e descanso, recordação e esquecimento. Assim o professor planeja o mais cuidadosamente possível, a partir desse ponto de vista, tanto a prática educativa anual, mensal, semanal e diária, como também cada uma das horas de aula, a fim de conseguir o ritmo adequado às fases de compreensão, assimilação e produção da aprendizagem.


   COMO É O PROCESSO DE AVALIAÇÃO NA ESCOLA WALDORF JÁ QUE NÃO EXISTEM PROVAS? 
 O sistema de avaliação tradicional está tão arraigado que quase ninguém questiona sua lógica nem manifesta dúvidas a respeito. Um sistema pedagógico escolar que visa à formação humana, avaliará a personalidade e caracterizará suas várias facetas, em vez de apenas medir seu rendimento. Avalia-se os resultados alcançados pela criança, comparando-os com a sua própria potencialidade, não com modelos abstratos. O “julgamento” que ocorre nas Escolas Waldorf leva em conta o esforço real que o aluno faz (ou não faz) para alcançar os resultados: a participação nas aulas, seu comportamento, as relações sociais estabelecidas, pontualidade, assiduidade, tarefas realizadas em sala e em casa, cadernos de época, pesquisas, trabalhos individuais e em grupo, são realizadas, a partir do 5º ano, avaliações orais e escritas, etc. Isso será caracterizado e registrado nos diários e boletins anuais, não por meio de números, mas qualitativamente. A avaliação não se resume somente ao resultado final, mas também ao caminho percorrido para alcançá-lo. Por isso o acompanhamento dos alunos é constante, ocorrendo, inclusive de forma conjunta entre docentes, pais e os próprios alunos. Desse intercâmbio surgem as adequações necessárias ao processo de ensino-aprendizagem.   


 E SE O PROFESSOR CONSTATAR O RESULTADO DECEPCIONANTE DE UM ALUNO? 
 O professor procurará ajudá-lo ao longo do ano letivo, nas aulas de reforço ministradas no período vespertino e/ou através de sugestão de medidas pedagógico/terapêuticas específicas. A repetência é evitada pois o currículo Waldorf foi cuidadosamente preparado para atender às necessidades correspondentes à idade da criança. São conhecidos inúmeros casos de alunos que simplesmente despertaram em determinadas disciplinas mais tarde do que seus colegas, recuperando facilmente numa época posterior. Impondo-se a tais alunos a repetência ou outra medida seletiva, eles poderiam ser traumatizados, estigmatizados e ainda seriam excluídos, para sempre, do ensino correspondente à sua idade.  
   
 COMO OCORRE A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO COLÉGIO BRASILIS?
 A formação de professores ocorre de várias maneiras: nos estudos realizados durante a Conferência Pedagógica; através do trabalho contínuo de acompanhamento e avaliação realizado pelos tutores internos; periodicamente ocorrem visitas de tutores externos com apoio da Federação das Escolas Waldorf do Brasil; através do curso de formação continuada, que conta com instrutores locais e professores de Escolas Waldorf de outros estados; a escola apóia e incentiva a participação de professores em seminários, congressos e estágios.   


 POR QUE AS ESCOLAS WALDORF NÃO UTILIZAM COMPUTADORES? 
 Sobre esse tema recomendamos a leitura de livros publicados tanto pela Editora Antroposófica, como outras, um deles de autoria de V. W. Setzer, O Computador no Ensino: nova via ou destruição? Ed. Scipione.   Resumidamente, a Pedagogia Waldorf considera que o computador deva ser empregado somente no ensino médio, na matéria específica de Ciências da Computação. O que norteia essa afirmação é a crença de que a melhoria da qualidade do ensino não depende de solução tecnológica e sim humana.   O computador trata todos os usuários da mesma maneira, seca, fria e impessoal. Não é isso que nossos filhos necessitam, eles necessitam de muita compreensão, amor e altruísmo da parte de seus mestres. Necessitam admirar seus professores como indivíduos com experiência de vida, compreensão de suas dificuldades e necessidades, e conhecimento vivo do conteúdo, que ao ser transmitido com entusiasmo eleva a alma e desperta a vontade, o interesse em aprofundar o conhecimento.   Toda escola e professores deveriam encarar o ensino antes de tudo como uma arte e não uma ciência, técnica ou comércio.    


 E O VESTIBULAR? 
 “Todas as coisas têm seu tempo, e todas elas passam debaixo do céu, segundo o termo que a cada uma foi prescrito” Há tempo de nascer, e tempo de morrer Há tempo de plantar, e tempo de colher ... Há tempo para tudo...  “Eclesiastes” (João Guimarães Rosa)   


 Minha filha queria ser arquiteta. Como não havia outro caminho, matriculou-se num cursinho. Eu a via sofrer tendo de memorizar coisas que não lhe faziam sentido. Fiquei com dó e, por solidariedade, resolvi fazer um sacrifício: passei a estudar com ela. Estudei meiose e mitose, as causas da Guerra dos Cem Anos, cruzamento de coelhos brancos com coelhos pretos... Estudei também, contra a vontade e sem interesse, a necropsia da língua chamada análise sintática. Não sei para que serve. E dizia à minha filha, à guisa de consolo: \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"Você tem de aprender essas coisas que você não quer aprender porque a burocracia oficial assim determinou. Mas não se aflija. Passados dois meses, quase tudo terá sido esquecido. Só sobrarão os conhecimentos que fazem sentido...\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\". Pergunto a você, meu leitor: de tudo o que você teve de estudar para passar no vestibular, o que sobrou?] Por que nós, professores universitários, não passaríamos no vestibular? Por termos memória fraca? Não. Por termos memória inteligente. Burras não são as memórias que esquecem, mas as memórias que nada esquecem... A memória inteligente esquece o que não faz sentido. A memória viaja leve. Não leva bagagem desnecessária. 


 \\\\\\\\\\\\\\\"O tempo é o único bem totalmente irrecuperável. Recupera-se uma posição, um exército e até um país, mas o tempo perdido, jamais.\\\\\\\\\\\\\\\" (Napoleão Bonaparte)


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